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O Brasil será de quem?
COM OLHARES (IM)POSSÍVEIS

O processo de pesquisa do longa O Brasil Será de Quem? Com Olhares (Im)Possíveis reuniu jovens de Ouro Preto e artistas-professores em encontros que atravessaram ruas, arquivos, morros, museus e histórias. A cidade surgiu como campo de disputa, onde a memória oficial convive com rastros apagados, nomes ausentes, dúvidas, tentativas de lembrar e de inventar.

As oficinas, os percursos e os registros criados pelo grupo formam um arquivo vivo. As imagens produzidas circulam entre celulares, cadernos, câmeras e lembranças. O projeto tornou-se espaço de perguntas e negociações sobre quem define a história, quem a escreve e quem pode reescrevê-la.

O BRASIL SERÁ DE QUEM ?

Desse caminho nasce o filme, movido pela força coletiva dos Olhares (Im)Possíveis e pelos encontros com outras juventudes do Brasil. O grupo investiga o que significa existir em um território onde cada pedra guarda conflitos e silêncios. A cidade aparece como encruzilhada entre passado e futuro. A câmera funciona como modo de pesquisa, pergunta e companhia. As visitas mediadas, os laboratórios, os deslocamentos e as conversas fazem o filme avançar em constante movimento.

A pergunta que guia o projeto nunca recebe uma resposta única. Ela se transforma a cada passo, a cada imagem, a cada encontro com arquivos institucionais, arquivos de família, fotos sem nome, histórias interrompidas e narrativas que continuam surgindo entre os jovens. O processo inteiro afirma que filmar é participar da escrita da cidade e que disputar imagens é disputar o país.

Sinopse curta

Um grupo de jovens de Ouro Preto cria imagens para investigar quem escreve a história do Brasil. Entre visitas mediadas, encontros com outras juventudes e percursos pela cidade, eles transformam arquivos, memórias e paisagens em perguntas compartilhadas: o Brasil será de quem?

Teaser com Libras:

Teaser com legendas:

Processo de pesquisa e desenvolvimento do Longa

Estratégias para pesquisa-intervenção:

Laboratorios

Ouro Preto aparece quando o coletivo se reúne para ver, ouvir e decidir o que vira filme. Entre visionamentos de arquivo, entrevistas e exercícios de criação, a pesquisa encontra forma: duas trajetórias ganham o centro da narrativa sem apagar a força do grupo. A cidade entra como campo de teste, com seus cortes entre centro e periferia, escola e rua, pedra e tela.

Concentrando encontros intensivos, visionamentos de arquivo e entrevistas longas, elegendo protagonistas capazes de puxar as histórias coletivas do grupo.

O laboratório também incluiu o envio de handycam para registros autorais do cotidiano e um intercâmbio em Brumadinho, aproximando o Olhares de outras juventudes em territórios vulnerabilizados pela mineração. A cada encontro, o filme foi ganhando procedimento, voz e estrutura.

Abertura de Processo - Leitura de Roteiro.

A leitura pública abre o roteiro para Ouro Preto antes de qualquer versão “final”. É devolutiva e escuta: a pesquisa sai do documento e volta para o território, cruzando parceiros, públicos e escolas. O filme se afirma como contra-arquivo em construção, onde a cidade não é fundo, é conflito e método.

Nesse encontro, o roteiro é apresentado como leitura e como escuta: o que funciona, o que falta, o que pede mais tempo, o que pede corte. A devolutiva do público entra como parte do método e ajuda a afinar ponto de vista, personagens e estrutura.

Reafirma o compromisso do projeto com circulação e formação. O Brasil Será de Quem? nasce do coletivo, mas não termina nele: a cada leitura pública, o filme encontra novos olhos e amplia o seu próprio arquivo.

A visita mediada se constrói como experiência de leitura crítica do território. Caminhar por Ouro Preto é atravessar camadas de história, escutar o que os monumentos insistem em contar e, sobretudo, o que as calçadas, becos e margens silenciam. O retorno de Hudson ao Olhares (Im)possíveis atua como ponto de inflexão entre a memória do coletivo e as tensões do presente da cidade, ativando perguntas sobre pertencimento, apagamento e disputa de narrativas. A câmera acompanha o percurso não como registro neutro, mas como gesto de posicionamento, afirmando o direito de olhar, nomear e produzir memória a partir de quem vive a cidade.

A atividade aconteceu na Casa de Cultura Negra, em diálogo direto com adolescentes do coletivo Olhares (Im)possíveis e estudantes da Escola Municipal Aleijadinho, localizada no subdistrito de Santo Antônio do Salto, distrito de Ouro Preto. O encontro promoveu troca de experiências, relatos de território e visões de mundo distintas, conectadas pela vivência periférica e pela prática audiovisual. Ao final, os grupos assistiram aos filmes produzidos por ambos, em parceria com o forumdoc.bh, fortalecendo a ideia de cinema como espaço de escuta, circulação e construção coletiva de sentidos.

Visita Mediada

Olhares (IM)Possíveis

Registros do processo

Contato

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